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5 homens negros que venceram racismo estrutural e são líderes de mercado no Brasil

Apesar do racismo estrutural, não faltam pretos e pardos com histórias de superação, passando por cima de adversidades e construindo carreiras de destaque

Uma vez que um racismo histórico, estrutural e estruturante permeia todos os espaços da sociedade brasileira, são de grande proporção os obstáculos que a população preta e parda enfrenta para chegar a posições de destaque. A superação desse nível de barreira acontece a partir de um elevado esforço.

É preciso muito vigor para dar conta dos desafios existentes no mercado de trabalho em geral e, também, dos desafios impostos pelo racismo no Brasil, último país ocidental a abolir a escravidão. Mesmo quando integram a mesma classe social ou quando tiveram acesso à educação de mesmo nível, negros e brancos são confrontados com dificuldades diferentes.

Não faltam pretos e pardos que conseguiram êxito nos mais diversos nichos e são exemplos de superação. A mudança está em curso para que cada vez haja mais casos assim. No entanto, essa alteração gera, muitas vezes, polêmica e falta de aceitação. Isso porque o negro bem-sucedido incomoda racistas.

No mês da consciência negra, decidimos listar cinco homens negros que venceram todos os obstáculos e se tornaram líderes em seus setores e hoje impulsionam a carreira profissional de outras pessoas de suas comunidades. Veja:

Wellington Melo

Wellington é diretor geral do hotel Unique e começou na empresa em 2002 e exerceu uma série de funções iniciando como garçom. O executivo é formado em Nutrição e Hotelaria, Tem MBA em Gestão em Hotelaria de Luxo e também é sommelier.

Paulo Rogério Nunes

Paulo é publicitário, empreendedor e consultor em diversidade. Foi escolhido como um dos afrodescendentes mais influentes do mundo em 2018 e já se encontrou pessoalmente com o ex-presidente Barack Obama, além de ter sido convidado para palestrar no primeiro evento internacional da Fundação Obama em Chicago.

Bruno Bueno
Bruno é CEO da empresa Ozora Soluções, líder em prestar serviços de reparos tecnológicos para grandes indústrias nacionais. Ele fundou a empresa há 3 anos ao lado de sua esposa Natalia Saldanha após sofrerem um golpe de um estelionatário. Hoje criam 10 empregos diretos e mais de 15 indiretos e compartilham diversos aprendizados sobre como combater o preconceito e a discriminação no ambiente de trabalho.

Thiago Vinicius
Thiago criou o Banco Comunitário União Sampaio, que gerou uma onda de empreendedorismo no Campo Limpo. Um crowfunding garantiu ao empreendedor os primeiros R$20 mil usados como lastro para os primeiros empréstimos do Banco Comunitário União Sampaio em 2009. A presença do banco de microcrédito na comunidade de Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, deu origem a uma onda de empreendedorismo na região. Foram mais de 300 pequenos negócios ligados à economia criativa, o que levou à criação da Agência Popular Solano Trindade, em 2012.

Sergio All

Após ter crédito negado, o publicitário Sergio All criou a Conta Black e alcançou 50 mil clientes em 2020. Conta Black é uma conta digital voltada a pessoas que não têm acesso a serviços financeiros em instituições tradicionais. Sérgio nasceu na periferia de São Paulo na década de 70. Filho de metalúrgico e uma diarista, ele transformou a realidade difícil no bairro do Campo Limpo em uma jornada bem sucedida como empresário e é considerado um dos empresários mais importantes do Brasil na promoção da diversidade.

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Written by: Ana Leichiringue

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