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Autora lança a versão impressa de romance que conta a violência psicológica sutil (e brutal) vivida por ela no casamento

“Há muitas formas de se fazer macarrão e outras brutalidades” é o primeiro romance adulto de Georgina Martins e detalha as nuances da violência psicológica que a autora sofreu no casamento

“Eu que nunca gostei de mau humor convivi por 20 anos com um homem cujo temperamento era extremamente difícil. Se escrevi para curar o que ainda dói? Pode ser… sempre há muito do autor em suas obras”, declara Georgina Martins, autora do livro “Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades”, o primeiro romance para adultos desta escritora e professora de literatura que coleciona sucessos no universo literário infanto-juvenil (entre eles, “O menino que brincava de ser”).

No livro que está sendo comercializado pela editora Patuá, a inquietante obra narrada em primeira pessoa conta a história de Susana e Dionísio, cuja vida doméstica fala diretamente à experiência de tantas mulheres que sofrem, não com a violência física, mas a nefasta violência psicológica e sutil que se interpõe no cotidiano do casal e vai enraizando até que sua toxicidade contamine a todos, inclusive os próprios filhos.

O “Macarrão”

Apesar da densidade da história, o livro traz uma narrativa muito fluida em que direciona o leitor para um funil de emoções subterrâneas guiadas. Ora em êxtase, pela admiração intelectual, ora em prantos pelo exaustivo desgaste emocional.

“Acontece que naquele dia, o que o impediu de gritar comigo foi o seu cigarro no canto da boca, mas sua fala ríspida foi decisiva para que eu nunca mais me esquecesse daquela lição de culinária tão diferente das que aprendi na infância com minha mãe”

“Relutei tanto em escrever a nossa história, mas agora, sinto a necessidade de fazer um inventário de tudo que aconteceu entre nós para tentar entender o enigma que você sempre foi para mim.”

“Você sabia que eu sentia dor e desconforto, mas esses motivos não o sensibilizavam nem um pouco. Pelo contrário, minhas queixas só serviam para atiçar seu desejo, sua ira e seu mau humor. Sua cara amarrada e seus silêncios pairavam sobre os almoços em família e festas de aniversário dos meninos.”

“Meus filhos não quiseram ler o livro, pois para eles seria reviver tudo de mal que passaram naquela época, ainda crianças. Eles fazem terapia até hoje” conta Georgina, mais preocupada em falar com tantas mulheres dos nossos Brasis do que com a exposição que terá de lidar. “Eu quis escrever essa história para poder alcanças outras mulheres que também vivem a violência psicológica velada em suas relações como eu vivi”, completa.

O “Macarrão”, como é carinhosamente chamado pela autora além disso está disponível para compra no site da editora Patuá. A ilustração da capa é de Camilo Martins e o prefácio de Martha Alkimin, professora Pós-Graduada em Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da UFRJ.

 

 

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Written by: Ana Leichiringue

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